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Parada em Movimento ocupa a Casa do Hip-Hop Taquaril com arte urbana, música e cultura negra LGBTQIAPN+

Atividade acontece no dia 2 de agosto, das 9h às 15h, com Café Cultural, intervenção artística coletiva, oficina de graffiti com stencil, apresentações musicais e participação de artistas da cena urbana de Belo Horizonte.

No próximo sábado, 2 de agosto, a Casa do Hip-Hop BH Taquaril recebe uma edição do Parada em Movimento, iniciativa que integra as ações preparatórias para a III Parada Negra LGBT+ de Belo Horizonte. A programação acontece das 9h às 15h, na Rua Ludgero Felipe Ferreira, 5, Setor R, Conjunto Taquaril, reunindo arte urbana, música, formação e convivência comunitária.

A atividade propõe uma ocupação artística e política do território, com Café Cultural, intervenção coletiva no muro da Casa do Hip-Hop, apresentação do MC Berê e da DJ Princezinha da Paz, além da participação dos artistas do graffiti Daniel (Trans Preto), Julian Felipe, Wanata, Nayla Rocha e Bruni Fernandes.

A programação também inclui uma oficina stencil, conduzida por Gamba Martins, voltada especialmente para crianças, adolescentes e jovens durante o período de férias escolares.

Mais do que uma agenda de eventos, o Parada em Movimento nasce da compreensão de que a Parada é construída antes da ocupação das ruas. O projeto entende a mobilização como um processo coletivo de formação, produção artística, fortalecimento comunitário e articulação política entre diferentes territórios da cidade.

Realizado pelo Teatro Negro e Atitude e pela Rede Afro LGBT de Minas Gerais, o Parada em Movimento promove uma programação descentralizada em Belo Horizonte, valorizando a produção cultural negra LGBTQIAPN+ e ampliando o diálogo com comunidades, juventudes, artistas e coletivos.

A proposta reconhece a cultura como ferramenta de transformação social, visibilidade e enfrentamento ao racismo, à LGBTfobia e às diversas violências que atingem corpos negros e dissidentes. No Taquaril, essa construção ganha forma por meio do graffiti, do stencil, da música e da presença de artistas que fortalecem a cena urbana e periférica da capital.

Segundo Eliane Dias, presidente nacional e coordenadora estadual da Rede Afro LGBT, ocupar os espaços públicos e comunitários é parte fundamental da luta por direitos:

“O ser humano é diverso e tem suas especificidades. Então as políticas públicas precisam acontecer em sua integralidade, atendendo a cada cidadão brasileiro, respeitando sua origem, sua identidade, sua orientação e sua raça.

Estar nas ruas é gerar visibilidade para homens e mulheres negras, jovens e pessoas LGBT idosas negras, que continuam na parte mais baixa da pirâmide social. A unidade nas ruas fortalece a democracia e amplia o som da nossa voz na garantia de direitos.”

A edição do Parada em Movimento na Casa do Hip-Hop BH Taquaril reafirma a potência criativa das periferias e o papel da cultura urbana como linguagem de encontro, denúncia, memória e resistência. A atividade fortalece os caminhos rumo à III Parada Negra LGBT+ de Belo Horizonte, ampliando a presença de artistas, juventudes e coletivos que constroem diariamente a cena cultural negra, periférica e LGBTQIAPN+ da cidade.

Serviço

Parada em Movimento — Casa do Hip-Hop BH Taquaril
Data: 2 de agosto
Horário: 9h às 15h
Local: Casa do Hip-Hop BH Taquaril
Endereço: Rua Ludgero Felipe Ferreira, 5, Setor R, Conjunto Taquaril — Belo Horizonte/MG

Programação:

  • Café Cultural;
  • Intervenção artística coletiva no muro da Casa do Hip-Hop;
  • Apresentação do MC Berê e DJ Princezinha da Paz;
  • Participação dos artistas do graffiti Daniel (Trans Preto), Julian Felipe, Wanatta e Bruni Fernandes;
  • Oficina de graffiti com foco em stencil, com Gamba Martins.

Sobre a Casa do Hip-Hop BH Taquaril e a Banto Casa Criativa

A Casa do Hip-Hop BH Taquaril é um espaço de referência para a cultura urbana em Belo Horizonte, fortalecendo ações ligadas ao hip-hop, às juventudes, à arte de rua, à formação cultural e à ocupação criativa dos territórios periféricos.

A Banto Casa Criativa apoia a atividade somando sua atuação no fortalecimento de processos artísticos, culturais e comunitários, com foco em criação, produção, articulação territorial e valorização de narrativas negras, periféricas e dissidentes.

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